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Vacina contra malária será testada em ensaio clinico liderado por cientistas Portugueses

Maio 30, 2017

Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (iMM) Lisboa, em colaboração com a PATH Malaria Vaccine Initiative (MVI) e o Centro Médico da Universidade de Radboud (RUMC), Holanda, preparam-se para iniciar um ensaio clinico que visa testar uma nova abordagem no desenvolvimento de uma vacina conta a malária.

Neste ensaio clínico, baseado em dados previamente obtidos pela equipa de Miguel Prudêncio em estudos animais, os investigadores irão usar uma versão de malária responsável pela infecção em roedores, conhecida como Plasmodium berghei, na tentativa de induzir protecção contra a doença em seres humanos.

A equipa conseguiu inserir no parasita de roedores genes de um parasita muito mais agressivo e responsável pela infecção em humanos, conhecido como P. falciparum.

O ensaio terá duas fases e será realizado na Holanda. Durante a primeira fase, dezoito adultos saudáveis serão recrutados e expostos a diferentes números de picadas de mosquitos infectados com a versão genéticamente modificada do parasita. Se tudo correr de maneira favorável durante a primeira etapa, os voluntários passarão para uma segunda fase do estudo onde será testado o efeito protector da vacina, conhecida como Pb(PfCS@UIS4).

Até aos dias de hoje ainda não existe oficialmente nenhuma vacina contra a malária, uma doença que matou aproximadamente 429,000 pessoas em 2015, na sua maioria jovens crianças Africanas. Apesar de o candidato mais avançado para uma potencial vacina estar previsto ser implementado em três países Africanos no início de 2018, a comunidade cíentifica ainda está a tentar desenvolver uma vacina que tenha níveis de eficácia superiores para poder ser usada em campanhas de erradicação.

A Pb(PfCS@UIS4) é considerada uma abordagem mais robusta no desenvolvimento de uma vacina contra a malária pois permite uma resposta imune eficiente. Apesar de este ser o primeiro ensaio clinico a usar uma versão genéticamente modificada do parasita da malária, outras abordagens similares conseguiram induzir elevados níveis de proteção em fases iniciais de ensaios clínicos. O grande objectivo da comunidade científica que estuda malária é conseguir produzir uma vacina com uma eficácia de pelo menos 80% durante mais de um ano em quem é vacinado, para conseguir assim eliminar e eventualmente erradicar esta doença.

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