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Rotary Club de Oeiras e Fundação Rotária de Rotary Internacional envolvem-se na Erradicação da Malária

Outubro 10, 2017

A 03 de Outubro foi inaugurado o novo insectário do Instituto de Medicina Molecular (iMM) que contou com o financiamento de Rotary Internacional, através da sua Fundação, a Rotary Foundation, de 15 Clubes e Distritos Rotários espalhados pelo mundo, do Rotary Club de Oeiras, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Merck KGaA.

Ao longo de vários anos, a Fundação Rotária de Rotary Internacional, baseada no seu compromisso com a saúde global do planeta, tem enfrentado diversos desafios que vão permitindo uma melhoria na vida de muitas comunidades espalhadas pelo mundo.

Um dos seus grandes objetivos passava pela erradicação da Poliomielite, que teve início em 1980, com a vacinação de 6 milhões de crianças nas Filipinas. Com o avançar dos anos e com os múltiplos esforços desenvolvidos, esta doença está hoje quase erradicada.

Assim sendo, a Fundação Rotary assumiu dois novos projetos relacionados com o Alzheimer e Malária. Atualmente a Malária é responsável pela morte de cerca de 400.000 pessoas por ano, sendo que mais de 85% destas são crianças têm menos de 5 anos. Muitas crianças ficam ainda com as suas capacidades diminuídas para o resto da vida. O Rotary Club de Oeiras que tem mantido fortes relações com clubes rotários de vários países africanos estava sensível para este grave problema. Por isso quando tomou conhecimento dos promissores trabalhos de investigação na Malária da Profª. Maria Manuel Mota, e depois de uma entrevista com a investigadora, propôs-se apresentar na Convenção do Rotary Internacional, Lisboa 2013, em parceria com o iMM, um projeto denominado “Erradiquemos a Malária” ou “Let´s put an’ END to MALARIA”.

O projeto despertou o interesse de numerosos Rotários de outros países, nomeadamente de África, bem como do Rotary E-Club 9920 Francophone, (França), que decidiu associar-se como principal parceiro internacional. 

O Rotary Club de Oeiras apresentou à aprovação da Fundação Rotária do Rotary Internacional um projeto de mais de 160.000 USD para aquisição do equipamento necessário para o iMM replicar a nível laboratorial todo o ciclo de vida do parasita Plasmodium falciparum, principal responsável pela mortalidade em seres humanos por Malária, permitindo acelerar o desenvolvimento de fármacos (Torins) destinados a combater esta doença.

“O Rotary Club de Oeiras dá mais uma vez um exemplo da importância do envolvimento da sociedade civil na procura de soluções para os problemas mais prementes da sociedade,” disse Maria Mota, Diretora do iMM e responsável pela Unidade de Biologia e Fisiologia da Malária.

A 16 de Março de 2016 foi aprovado o financiamento deste projeto, dividido em duas parcelas, as quais já foram recebidas e os respetivos equipamentos adquiridos e instalados. Um financiamento suplementar atribuído pela Merck KGaA, permitiu criar condições ao pleno funcionamento deste novo recurso, um dos poucos com estas características disponíveis a nível Europeu e Mundial.

A inauguração das instalações no iMM contou com a presença de vários parceiros internacionais de França, Gabão, Nigéria, Estados Unidos – Alabama e Angola.

“O generoso contributo dos Rotários de 11 países, Fundação Calouste Gulbenkian e Merck KGaA permitiu dotar o iMM Lisboa de um recurso com um potencial inestimável para o desenvolvimento de novas estratégias de combate à Malária,” disse Miguel Prudêncio, investigador do iMM e responsável pela Unidade de Infecção por Plasmodium e intervenções anti-maláricas.

“Quando o Rotary Club de Oeiras soube dos excelentes resultados que os Torins estavam a conseguir no combate à Malária, percebeu que deveria apoiar a capacidade de investigação dos cientistas nacionais, nomeadamente numa área, que depois da Pólio, é um dos maiores desafios da humanidade” concluiu A. Esteves Guerra, rotário responsável pelo Subsidio Global do projeto “Erradiquemos a Malária”.

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