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Nova descoberta poderá aumentar eficiência da quimioterapia no combate a leucemias

Dezembro 12, 2017

Um grupo de investigadores do Instituto de Medicina Molecular (iMM) João Lobo Antunes descobriu um mecanismo pelo qual certos tipos de leucemias resistem aos efeitos da quimioterapia, revelando novos alvos moleculares que poderão ser utilizados no combate à resistência a este tipo de tratamento.

 

Em pacientes com leucemias “mielóides” agudas, as células cancerígenas mostram-se resistentes aos efeitos da quimioterapia, levando muitas vezes a uma recaída do doente.

Estudos anteriores realizados pela equipa liderada pelo investigador Sérgio Dias revelaram que células leucémicas activam sinais moleculares, nomeadamente uma via de sinalização celular controlada pelo factor de crescimento vascular (VEGF), que permite a sobrevivência de células malignas quando tratadas com quimioterapia.

 

O estudo, agora publicado na revista Cancer Research, revelou que uma alteração metabólica ao nível das mitocôndrias e resultante da acção do VEGF, está envolvida na resistência à quimioterapia. Ao criar um modelo experimental de leucemia em ratinhos com células leucémicas resistentes a este tratamento, os cientistas conseguiram 

 

 

caracterizar o perfil metabólico das mesmas, observando a existência de certas modificações ao nível da mitocôndria. 

 

Utilizando fármacos que bloqueiam especificamente a activação do VEGF, foi possível reverter estas modificações mitocôndriais e fazer com que células que antes eram resistentes à quimioterapia se tornassem vulneráveis aos seus efeitos.

 

“O nosso estudo vem contribuir para uma melhor compreensão da importância do metabolismo de células leucémicas na aquisição de resistência a diferentes agentes terapêuticos”, diz Sérgio Dias.

 

A descoberta destes alvos moleculares irá permitir no futuro desenvolver estratégias terapêuticas que poderão ser exploradas como possíveis formas de eliminar células leucémicas resistentes aos efeitos da quimioterapia.

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