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Miguel Castanho lidera projeto europeu no valor de 4,2 milhões de euros

Outubro 23, 2018

Miguel Castanho, investigador principal do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM) e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa lidera o projeto NOVIRUSES2BRAIN que foi esta semana selecionado pelo mecanismo de financiamento europeu FETOPEN, no âmbito do Horizonte 2020, no valor de 4,2 milhões de euros. Os investigadores portugueses, em parceria com investigadores da Universidade Pompeu Fabra e com a empresa alemã SYNOVO GMBH, pretendem desenvolver fármacos inovadores que consigam combater em conjunto os vírus transportados pelo mosquito Aedes, como o Sarampo, HIV, Dengue, Zika e Chikungunya. Os resultados foram anunciados esta semana pelo Conselho Europeu de Inovação.

 

“Os vírus que infetam o cérebro e outras partes do sistema nervoso central são uma ameaça mundial de grandes dimensões. Neste projeto queremos encontrar e selecionar condutores de medicamentos que sejam eficazes e capazes de passar as barreiras hemato-placentárias e hematoencefálicas, uma vez que vírus como Zika, Dengue, Chikungunya entre outros têm a capacidade de transpor estas barreiras do corpo humano, mas os fármacos existentes não conseguem fazê-lo”, explica Miguel Castanho. O projeto reúne assim peritos em química, bioquímica, especialistas em desenvolvimento de drogas e virologistas para criar fármacos capazes de eliminar simultaneamente todas as espécies virais do cérebro.

 

Sobre a importância deste financiamento, Miguel Castanho afirma: “Este financiamento é muito importante por várias razões. A mais importante de todas é a natureza do concurso, que se destinou a ideias arrojadas, pouco convencionais, geradoras de soluções inovadoras para problemas objetivos. Fomos selecionados pelo caráter inovador das nossas ideias. Saímos fora da caixa, como é vulgar dizer-se. Em segundo lugar, trata-se de um financiamento considerável conseguido num concurso muito competitivo a nível europeu, demonstrando a força científica e capacidade do binómio iMM-FMUL. Em terceiro lugar, porque se trata do trabalho de um consórcio internacional (Portugal, Espanha, Alemanha, Brasil) mas a liderança é nossa. Demos forma ao projeto, procurámos parceiros e fizemos acontecer. Por último, porque se trata de um reconhecimento de mérito, que é sempre retemperador numa profissão desgastante e sujeita a muitas instabilidades, como é a profissão de investigador. E este mérito estende-se a todos os que no iMM e na FMUL trabalham para um bem maior a todos os níveis sem exceção, dos laboratórios de investigação à gestão administrativa e técnica."

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