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Marc Veldhoen Lab descobre que o stress celular aumenta a probabilidade de desenvolver doenças autoimunes

Junho 14, 2017

Uma equipa de investigadores liderada por Marc Veldhoen, do Instituto de Medicina Molecular (iMM), Lisboa, descobriu que o stress celular aumenta a ativação de um tipo especifico de células imunes ligadas a várias doenças inflamatórias crónicas, aumentando assim o risco de desenvolver autoimunidade.

 

Um tipo de glóbulos brancos chamados linfócitos T, podem ser ativados de diferentes maneiras, cada uma responsável por respostas imunes adequadas a diferentes tipos de infeções. No entanto, alguns destes modos de ativação podem contribuir diretamente para o desenvolvimento de doenças autoimunes, como é o caso da diabetes, artrite reumatoide ou esclerose múltipla.

 

Durante os vários anos em que estudaram a ativação dos linfócitos T, a equipa de Marc Veldhoen verificou que um subtipo específico destas células, chamado de Th17, tem um estado de ativação muito mais robusto e é mais resistente a condições adversas como o stress celular.

 

Os cientistas descobriram que controlar fatores de stress celular como a pressão osmótica, pressão de oxigénio ou a concentração de açúcares, resulta numa maior proliferação de linfócitos T do tipo Th17. Ao usar um modelo de ratinho que mimetiza uma doença autoimune, a equipa conseguiu demonstrar que inibir o stress celular diminui a produção de células Th17 e por consequência os sintomas autoimunes neste modelo animal.

 

Estudos que interferem com a biologia dos linfócitos T do tipo Th17 têm mostrado potencial para o desenvolvimento de aplicações terapêuticas em doenças como psoríase ou artrite. Esta descoberta dos cientistas do iMM revela novos alvos terapêuticos para reduzir o stress celular em zonas inflamatórias e poderá ter implicações no desenvolvimento de futuras terapias contra doenças autoimunes.

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