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Malária: diz-me o que comes dir-te-ei quem és

Setembro 25, 2017

A suscetibilidade à malária é determinada pelo metabolismo do hospedeiro

Uma equipa de investigadores do Instituto de Medicina Molecular (iMM) Lisboa descobriu que a suscetibilidade do hospedeiro para desenvolver malária depende do estado metabólico do mesmo, o qual pode ser facilmente manipulado por estímulos externos, como por exemplo os hábitos alimentares. 

A progressão e o desfecho de uma doença infeciosa dependem não só das características do agente infecioso que a causa (mais ou menos agressivo) como também das características genéticas do hospedeiro, que lhe permitem controlar de forma mais ou menos eficiente esse mesmo agente. Nos últimos anos, descobertas científicas sugerem que fatores externos à dicotomia hospedeiro-parasita, tais como os hábitos alimentares, podem impactar no estabelecimento, curso e desfecho da infeção.

A equipa, liderada por Maria Mota, decidiu manipular a dieta de ratinhos de laboratório por períodos muito curtos de tempo, avaliando de seguida o nível de infeção causado pelo parasita da malária. Os resultados, agora publicados na prestigiada revista Nature Microbiology, mostram que o aumento dos níveis de pró-oxidantes, causado por alterações na dieta, resultam numa redução de 90% da carga parasitária durante a fase hepática da infeção e consequente diminuição da severidade da doença. 

O mecanismo usado pelo hospedeiro para eliminar o parasita da malária, agora desvendado, poderá contribuir para explicar como é que certas alterações genéticas associadas a níveis elevados de stress oxidativo, tais como a anemia falciforme ou a beta talassémia, foram selecionadas na população por conferirem um elevado nível de proteção contra a malária.

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