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Investigadores do iMM Lisboa exploram “vício” molecular contra a leucemia

Dezembro 19, 2016

A equipa liderada por Bruno Silva-Santos, investigador do Instituto de Medicina Molecular (iMM) e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, mostrou que um subtipo de leucemia é particularmente “viciado” numa proteína que estimula a sobrevivência das suas células.

 

“Nós descobrimos que uma subpopulação de linfócitos T, designada gama-delta, é muito dependente da proteína-cinase CK2 para a sua sobrevivência. E isto é verdade quer para as células normais, quer para as células malignas”, diz Bruno Silva-Santos. Estes glóbulos brancos podem transformar-se num tipo de cancro denominado leucemia linfoblástica aguda de linfócitos T (LLA-T), particularmente frequente em crianças. O subtipo em análise no estudo representa 10% dos casos de LLA-T.

 

“Esta descoberta molecular permitiu-nos testar o efeito de um composto químico inibidor da proteína CK2 sobre a LLA-T do subtipo gama-delta. E observámos uma grande capacidade de induzir a morte destas células, incluindo num modelo animal pré-clínico”, disse Sérgio Ribeiro, estudante de doutoramento e primeiro autor do estudo. O composto em causa, CX-4945, já se encontra em ensaios clínicos noutros tipos de cancro (como o mieloma múltiplo), pelo que se abre a perspetiva de ser também aplicado a doentes de LLA-T.

 

Este trabalho, desenvolvido no iMM Lisboa numa colaboração entre os grupos de Bruno Silva-Santos e João Taborda Barata, foi financiado pelo European Research Council (Comissão Europeia) e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, e é agora publicado na melhor revista desta área científica, Leukemia

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